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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Pra você...


Quando você ta perto te encho de perguntas, mas no fundo eu só quero ouvir o som da tua voz e a tua risada.
Quando to perto de você eu finjo ter muitas dúvidas, mas a minha certeza é que quero ficar olhando para teus olhos quando falas tão dedicada. 
Quando eu te vejo meus olhos miram a tua boca com certeza que mesmo em tão pouco tempo eu já te desejo.
Mas é triste saber que já tem outra alguém, também é tão louco eu me importar com isso já que na semana passada tu eras só uma pessoa que eu nem conhecia.
Hoje novamente vou sonhar com você, lá o meu mundo é perfeito.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Abstinência



"Palavras fogem e minha cabeça roda 
Procurei outro jeito de alcançar você,
sentir você.

Quando fecho os olhos e imagino como tudo
poderia ser feito, abro os olhos e vejo que nada
foi feito para ser perfeito.

Onde esta você agora, que foges entre meus dedos
que já não sinto tão forte como antes e que mesmo
assim me calas em noites vazia.

Palavras fogem e já não fazem sentido como antes
tento encontrar um nome, mas o "amor" não se denomina 
ela apenas esta ali, a espera do próxima vitima. "


Autoria: A.S.
Data: 25/02/13

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A vida que segue.






"Na infância seus sonhos eram pintados a lápis coloridos,
num piscar de olhos a vida te joga de cabeça para baixo.E acho que você já sabia que isso um dia iria acontecer!

E hoje aprendi que a vida que segue não é a mesma que um dia sonhamos!"

A.S. 19/02/13

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Hoje já não sei quem sou/quero

"Rever conceitos
desfazer preconceitos
caminhar sozinha
refugiar com a alma

Não vejo mais brilho no individuo
só vejo beleza nas músicas
onde o amor ainda é puro
só vejo beleza nas palavras
onde se pode plantar a gratidão

O mundo é egoísta
só vejo sentido na sétima arte
retiro lições que não irei aplicar contigo

Reverter comportamentos,
retirar-se para acalmar os sentido
procurar abrigo
procurar caminho
não sei onde estou
não sei o que eu quero
o pouco não me interessa
o muito nunca foi minha meta

Contradizer sentimentos
na sua porta não bato
contra-mão do caminho
sem sentido para você
muito sentido para mim.
Desligar-se do mundo"

Escrito por: A.S.
05/11/12



terça-feira, 19 de junho de 2012

A luz de vela

"O vento gelado como aviso do seu Adeus.
Pedi para você ficar, mas Deus parece brincar de
discordar.

A música que tocava davam-me credibilidades,
fala de amores e que não eram em vão...

Esta noite fria, sua pele como abrigo é tudo que
necessito!"
Autoria: A. Silveira
23/04/12

terça-feira, 17 de abril de 2012

O Adeus do Marinheiro



"Do cais parti em busca da felicidade,
mas foi tarde demais, pois ela tinha ficado para trás.



Como pode você escapar-me de minhas mãos?
logo eu que jurei ser tão forte, não fui capaz 
de olhar nos seus olhos para dizer Adeus.
Prometi-lhe voltar
mas a vida de um viajante é sempre um eterno retorno.

De idas e vindas, recordo de seu sorriso, e uma esperança de
 um dia lhe reencontrar!"

18/04/12
Autoria: Aline Silveira

domingo, 19 de fevereiro de 2012

OUTONO PORTO: #O RETORNO DO SOL


Ela já não acreditava em sonhos, mas naquela sábado Júlia decidiu que seria tudo diferente. Nas típicas manhãs de outono em Porto Alegre costumava levantar tarde nos finais de semana, mas neste levantou-se cedo. Tudo se desalinhou por tanto, conforme já sua típica dança rotineira, os zodíacos tinham culpa nisso se algo não fosse como o de habitual e realmente não foi. Levantou-se e caminhou na rua sem o seu tradicional cachecol, cumprimentou seus vizinhos, como se fosse normal, hábito que nunca teve, sempre preferiu andar de cabeça baixa não se importando nem com o menino pedindo esmola, mas neste sábado Júlia era outra pessoa.

Júlia nasceu de uma tradicional família de operários, mas contrariando as estatísticas decidiu estudar e não engravidar como a grande parte das pessoas de sua idade e classe social. Impopular na escola dedicou a sua juventude aos livros, querendo sempre saber a razão da vida foi logo estudar Filosofia: “A profissão que nunca te dará respeito” repetia sua mãe quase como um mantra diário.

Sempre fechada, pouquíssimos tiveram acesso a seu coração, na verdade somente uma pessoa derrubou o muro de seus sentimentos e essa mesma que a abandonou quebrando em pedaços o seu já pequeno coração, foi embora para São Paulo com outro alguém que não só falasse em Émile Durkheim e Jean Paul Sartre, alias nunca havia ouvido falar nesses sujeitos. 

Sádico, irônico ou destino, após dois anos de espera, pois Júlia ainda fomentava a esperança do retorno do sol, decidiu sorrir para vida. Talvez pela primeira vez acreditasse na beleza das cores, nos sons da natureza e na pureza da vida e decidiu que tinha chegado a hora de iniciar um novo ciclo. Júlia foi banhar-se ao mar e nunca mais foi vista.


FIM.

Por-do-sol do Guaíba/RS